26 março 2013

Dependência.

Quando começou - não sei ao certo se foi há dois anos , há seis meses ou há dois meses e dez dias atrás - algo que posso chamar de sentimento, não sabia o quanto ia ser dependente disso hoje. Bem, na verdade   eu sempre tentei ser aquela em quem todos vissem a autoconfiança e o desapego, até mesmo em outros relacionamentos. Ouço dizerem, um tanto sem conhecimento no assunto, que namoros são todos iguais. Para esses, aqui está o exemplo de alguém que mudou mais em seis meses do que em três anos.
Sempre defendi a ideia de que alguém não poderia ter o controle de toda minha felicidade, mas chega a ser sagaz o "destino" fazer isso comigo. Não diria, opostamente, que acredito em tudo o que me prometem mas acredito fielmente em uma só pessoa. A quem pertence uma grande parte dos meus pensamentos e que é motivo de sorrisos durante o dia.
Minha vida nunca foi bonitinha como a de muitos, mas também não foi tão ruim. A diferença é que antes meus problemas eram resolvidos e esquecidos e agora são problemas só meus, que só eu sei, que poucos entenderiam se eu contasse, na verdade, só essa única pessoa seria capaz de entender. Mas até os problemas são bons, pois, antes vivia em contos de fadas que não eram reais, antes criei um príncipe que só existia em minha cabeça. Agora, tenho uma realidade em minhas mãos, algo que eu me surpreendo a cada dia por poder viver. Algo que eu não imaginei, não criei, que apenas acontece e se faz com tanta naturalidade que tem vezes que passa despercebido. E foi a essa realidade que me apeguei, um pouco demais até. É, tudo tem seu lado ruim, como dizem: quem ama sofre, quem não ama sofre muito mais. E foi assim, amando mais do que à mim mesma que entreguei algo que jamais pensei que fosse possível dar a alguém. Se está feliz, estou feliz. E é assim, meio sem sentindo e confuso demais. Só quero que fique claro que nunca me senti tão dependente de alguém, nunca pensei que iria engolir o orgulho e dizer que ele tem total controle sobre o que eu sinto. Mas aqui estou eu, me contradizendo mais uma vez. Se isso não for amor, eu nunca vou saber o que é.

20 fevereiro 2013

Carência.

Num mundo onde as pessoas tentam mostrar cada vez mais a auto suficiência de si mesmas é raro ver seres que admitam sentirem falta de outras pessoas, momentos ou coisas. O que é natural já que somos feitos de saudade e de lembranças.
Mas, já tem alguns dias que isso tem se acentuado no meu dia a dia. Sinto muito falta e isso interfere diretamente no meu humor. Não sei o porque e nem desde quando exatamente isso se tornou mais presente em mim, mas espero que logo passe. Felizmente, relembro alguns momentos bons e, são eles que me fazem sair da melancolia de estar se sentindo abandonada. Uma coisa que aprendi com a vida é que tudo passa, até a tristeza. Espero que a felicidade demore um pouco à passar, aproveitá-la é a busca de todos mas poucos tem o domínio do tempo que ela dura.

Deixo agora uma música que sempre me faz ver o lado bom das coisas e que me acalma em qualquer momento, é antiga mas é muito boa <3 p="">
baisers chers (do francês beijinhos queridos).

01 fevereiro 2013

broken by myself

Poderia ser só uma fase triste como tantas outras. Poderia ser só um dia de trabalho difícil. Poderia ser uma discussão familiar como em tantos outros momentos me deixaram assim. Poderia, mas não foi e nem está sendo. É difícil dizer exatamente o que estou sentindo. É como se o mundo adorável em que eu estava tivesse caído, desmoronado. E com ele se foi tantas coisas boas. A pior parte é saber que ele caiu pelas minhas mãos, pelas minhas atitudes e pelo meu jeito um tanto quanto dramático de lidar com tudo. Talvez eu tenha dado importância demais ao momento, talvez seja só uma briga passageira. Mas assim como é indescritível a sensação de amar posso dizer o mesmo da sensação de sofrer. E eu achava que era forte, pelo menos o bastante pra superar isso em uma noite. Besteira. Vai levar mais que uma noite pra tantos nós desatarem da minha garganta. Mas eu sinto que tudo voltará como antes, ou pelo menos eu quero que seja assim. 

30 janeiro 2013

Te amo.

Encontrar não seria a palavra certa, já que quem me procurava jamais me encontrou e sim me descobriu. Mas enfim, descobrir alguém que me aceita exatamente como eu sou. Que ria de mim e junto comigo. Que se divirta com minhas burrices. Descobrir alguém que queira estar ali, que se preocupe e que tenha sensibilidade de me entender por um olhar. Alguém que preenche de uma forma agradável o que, em mim, era vazio. Que sabe as dificuldades que me deixaram áspera ao longo da trajetória. Que se importa, que mais ri do que chora. Que me dá chance na louça e ainda me leva rosas. A vida me deu um grande presente, que eu nunca quis recusar mas que acabei deixando de lado logo que ganhei, ou melhor, que descobri. Como a estupidez de uma criança mimada que se contenta com o que já possui achando que assim é melhor. Mas que se arrepende profundamente de não ter percebido antes que amor tem que ser equilibrado e correspondido, da mesma maneira que não deve ser desperdiçado e nem deixado de lado. Agradeço por hoje poder desfrutar de algo que antes não tinha a real dimensão de como me faria uma pessoa melhor. Agradeço por não desistir completamente de mim, pois apesar de tudo, eu sempre lhe quis por perto. Não suportaria te ver longe, e quando te vi indo senti desmoronar algo que até então não sabia o quão era necessário para mim. Dei falta, de alguém que fazia sentir-me segura mesmo não podendo me ter por perto. De alguém que tem o olhar sincero e atencioso. Dei falta da amizade, do sorriso, da conversa, do carinho... Dei falta porque sempre esteve ali, pra tudo e em qualquer momento, mesmo eu não dando o merecido valor. Se bem que ainda não dou, pois é merecido muito mais. Agora me dou conta dos erros, e do acerto que me trouxe aqui hoje. Falar de ti é falar primeiramente de um amigo. Que além de amar me compreende, mesmo não sendo tarefa fácil as vezes. Um amigo que eu poderia ver todas as horas e dias e mesmo assim não seria suficiente. Mais que um amigo, bem mais. Alguém que eu quero compartilhar cada momento e que me faz sentir tudo mais intensamente. Aquilo que faltava, e que agora já tomou seu lugar. Que me traz calma mas que também anima, alegra e principalmente abraça. Abraça forte, como se eu fosse uma pequena criatura frágil. Ou então me faz te ver como alguém que suportaria tudo pra me proteger. Ao mesmo tempo sinto-me na obrigação de cuidar, pois é precioso demais. Mas de que adianta escrever, eu não teria palavras suficientes para narrar algo de tamanha força e intensidade. Só gostaria de expor um pouco daquilo que me faz acordar e sorrir. E me alegrar só de ter alguém tão especial diante de mim. Enfim, tentei te retratar aqui, mas chega de usar um pronome demonstrativo no lugar do teu nome quando, na verdade, todos sabem a fonte da minha felicidade, Gustavo Hennemann Vieira, te amo, não só como namorado. Te amo pelo amigo, filhoe parceiro que és, te amo pela tua personalidade. Te amo pelo teu caráter. Te amo pela forma com que lida com a vida e pelo que faz com a minha. Te amo.